Gran Reserva, Reserva ou Reservado? Entenda a diferença!

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Gran Reserva, Reserva ou Reservado? Entenda a diferença!

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Os termos Gran Reserva, Reserva e Reservado são muito usados em alguns rótulos de vinho, e frequentemente surgem dúvidas sobre o que eles realmente significam, então, vamos lá!

O primeiro passo, para entender estes termos é ver a origem do vinho, pois o significado vai depender da legislação local ou indicar um nível de vinificação superior mas, em alguns casos, é apenas um termo comercial utilizado para confundir o consumidor. ​

A legislação do vinho é extremamente complexa em todo o mundo, e pode variar bastante dependendo do país e até mesmo de uma região para outra em um mesmo país. De uma maneira geral, entende-se que Reserva (e suas variações como Riserva ou Reserve) são vinhos que tiveram alguma passagem por barrica, procedimento que agrega estrutura, longevidade, aromas e sabores ao vinho, tornando-o melhor.

Diferença de legislação entre países

Apenas na Espanha a palavra Reserva tem um significado específico. Em Rioja e Ribera del Duero, os vinhos são divididos em 5 níveis:

1) Jóven: termos usado para vinhos sem passagem por barrica.;

2) Roble: vinhos que tiveram uma breve passagem por madeira, cerca de seis meses;

3) Crianza: vinhos com dois anos de amadurecimento na vinícola, sendo pelo menos 12 meses em barrica para tintos, e seis meses para brancos;

4) Reserva: vinhos com três anos de amadurecimento na vinícola, sendo pelo menos 24 meses em barrica em Rioja e 12 meses para Ribera, nos tintos e seis meses para brancos;

5) Grand Reserva: vinhos com cinco anos de amadurecimento, sendo pelo menos 24 meses em barrica para tintos e seis meses para brancos;

 

Nas demais regiões, a legislação é mais flexível, e não seguem estes padrões.

Na Itália, A palavra “Riserva” é utilizada apenas em algumas DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida), mas nem sempre garantem tempo extra de envelhecimento em carvalho. Em alguns rótulos, é possível garantir que o vinho teve passagem por barrica, e são eles: ​

1) Barolo: pelo menos 24 meses de envelhecimento em barrica;

2) Barbaresco: pelo menos 12 meses em barrica;

3) Barbera D’Alba Superiore: vinhos com pelo menos 12 meses de barrica;

4) Chianti Riserva: vinhos com pelo menos 12 meses de envelhecimento em barrica;

5) Brunello di Montalcino: pelo menos 24 meses em barrica;

 

Na França, apenas alguns produtores utilizam a palavra “Reserve” para indicar que o vinho teve algum processo de envelhecimento. Em Bordeaux, na denominação “Bordeaux Superieur”, normalmente é utilizado o processo de envelhecimento em carvalho.

Em Portugal, não existe uma legislação que defina estes termos, normalmente usa-se o termo “Garrafeira” para indicar que um vinho teve passagem por barrica.

Nos países do Novo Mundo (Chile, Argentina, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Nova Zelândia e etc), também não existe uma legislação específica sobre isso.

Termo Reservado

E o famoso Reservado, o que quer dizer?  O termo surgiu no Chile, como uma sacada de marketing das marcas Concha y Toro, Santa Carolina e Santa Helena, com o intuito de confundir o consumidor que, ao ler, acredita estar adquirindo um vinho “Reserva”, que teve alguma passagem por barrica. ​

Mas a verdade é que os vinhos que trazem no rótulo o termo “Reservado” são mais simples, e os mais acessíveis da vinícola, produzidos de forma industrial e não possuem qualquer passagem por barrica de carvalho.

Para entender mais sobre ler os rótulos, leia aqui .

E aí, você sabia o que significavam estes termos? Se ainda surgir alguma dúvida, me conte aqui nos comentários.

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