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Cortiça: nem só de vinho vive Portugal

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Já parou para pensar de onde vem a rolha do seu vinho?
Nem todos sabem, mas ela vem de uma árvore chamado sobreiro e dela, é retirada a cortiça.
Com mais de três séculos de história, a cortiça é um dos produtos naturais mais apreciados internacionalmente. 
Portugal ainda é o maior produtor mundial de cortiça: em apenas 23% do total das áreas florestais, é produzido cerca de 50% da cortiça ao nível mundial.
A indústria corticeira, está principalmente ligada com a cultura vinícola, mas, também tem grande força em outras gamas de produtos, garantindo uma posição de referência no mercado mundial.

Como é feita a rolha?

Um processo longo com muitos processos manuais.
É preciso que a árvore tenha no mínimo 40 anos para que se possa extrair sua casca. Antes disso ela não é suficientemente resistente. 
Essa “extração” só pode ser feita no verão, quando a casca está menos aderente ao tronco, em qualquer outro estágio é impossível removê-la.

Depois de retirada e cortada em forma de pranchas, a cortiça precisa descansar durante até seis meses, para depois ser lavada. O próximo passo é cozinhá-la em água aquecida a 95°. Depois do banho, mais alguns dias de descanso e pronto: pode receber o corte na forma cilíndrica e ser chamada de rolha. 

Além da rolha

O setor coloca no mercado uma grande diversidade de produtos, que reforçam a importância da cortiça, e a tornam indispensável para a economia de Portugal. Dela são produzidas “rolhas” para todo o tipo de vinhos, este é o produto principal, representando “cerca de 60% do total das exportações.
Mas quando se fala sobre cortiça, desperdício é a última palavra relacionada. Existem tantos outros produtos feitos a partir dela, e que provavelmente, você nem imagina. Como os relacionados a construção civil, como pavimentos, isolamentos e revestimentos, por exemplo, e preenchem 15% total das exportações.
Além disso, também há a parte de vestuário, calçado, acessórios, indústria automobilística, produtos para a indústria militar e de aviação, para a indústria química e farmacêutica, que também usufruem da maravilhosa cortiça.
Até o seu pó pode ser usado para gerar energia eléctrica.

Questão ambiental

Num tempo em que já não é possível ignorar os problemas ambientais, é de aplaudir o recurso com materiais ecológicos, recicláveis e biodegradáveis em áreas como a construção civil, têxtil, design de mobiliário e indústria automobilística.
A cortiça é dos poucos materiais à altura das exigências atuais, a começar pela árvore de onde é extraída. O sobreiro faz bem ao solo, ao ar, à biodiversidade, e felizmente, também à economia.

Me conta, você já sabia do mundo por trás da cortiça?

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